Pergunto-me o que estará ela a pensar agora, enquanto lava a loiça furiosamente. Suponho que se esteja a pôr no papel de eterna vítima, como sempre. Até consigo imaginar o monólogo interior: "Toda a gente me odeia, todos me fazem sofrer, ninguém me ouve, ninguém me ajuda ...". E eu pergunto-te, avó, mas como? Como te poderia eu ajudar se tu não queres ser ajudada? Se mesmo sabendo que as tuas costas não aguentam, continuas a carregar com pesos e a aspirar o chão? Se te pões contantemente no papel de mártir, fazendo sacrifícios tais pelos outros que eles não te pedem, porque não querem que tu os faças por eles? Se és tu própria que te fazes sofrer, pois é uma maneira de sentires que és melhor do que as outras pessoas, pois sacrificas-te por elas de uma forma tão ridícula, exagerada e subserviente, que depois elas fazem de ti o que querem e dão-te punhaladas nas costas?
Depois das discussões és rancorosa. Continuas a resmungar e a gritar e a falar mal com toda a gente. A culpa é sempre de todos e nunca tua, e sempre particularmente de alguém, O Escolhido da tua raiva. Hoje, a escolhida fui eu...
Eu percebo que estejas exausta das arrumações. Quem não estaria? Mas se tivesses calma poupavas a ti própria e aos outros um grande frete. Às vezes tornas-te mesmo má, parece que fazes pagar aos outros aquilo que te acontece depois dos esforços sobrehumanos que fazes sem ninguém to pedir. Parece que carregas uma cruz às costas que é o teu calvário, e que todas as outras pessoas no mundo são os "romanos" que ta puseram nos ombros. Isso é ridículo!!! Estás tão preocupada com a tua miséria fatídica, a tua infelicidade crónica, que nem consegues valorizar os actos e os gestos das pessoas que te amam. Tomas tudo na defensiva. E eu estou farta. Farta, porque simplesmente não sou capaz de lidar com essa tua personalidade distorcida. Desfiguras tudo, distorces tudo, fazes-me sentir má por erros inocentes que cometo sem intenção.
Não sei como quero ser quando for grande, mas com certeza não quero ser como tu.
sexta-feira, 15 de julho de 2011
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Já não há incêndios em Portugal
As eleições de 5 de Junho proporcionaram algo de intrinsecamente extraordinário, e inimaginável ao nosso país. Algo que nunca, nem nos nossos sonhos mais audaciosos, nos passou pela cabeça. Apercebi-me disso só hoje, tal como acontece com todos os acontecimentos dignos de se escrever sobre eles num blog, ao ler um artigo online da Visão Verde, que dizia: "Quase 4 mil fogos desde maio". Pensei, maio? Maio de 2011?
Perplexa, pois ainda não tinha ouvido falar de incêndios ocorridos neste ano civil, ao contrário dos anos anteriores em que a comunicação social fazia questão de propagandar, num autêntico grito de pânico, o mais pequeno fogo que ateasse em terras lusas, perguntei à minha avó se tinha ouvido falar de algum fogo recente. Ela disse que não. Quando lhe mostrei o número aterrador, ela abriu muito a boca de espanto e disse: "Valha-nos Deus".
Mas eu digo: Valha-nos o Passos Coelho. Ou deveria antes dizer "Valha-nos a elite partidária portuguesa"? Ou ainda "Valha-nos a palhaçada demagógica que foi a pré-campanha desde o ano passado até às eleições"? Na febre das declarações insípidas e vazias de conteúdo, dos arruaceiros partidários, das afirmações sem nexo, das acusações e dos linchamentos públicos, que os órgãos de comunicação social gostaram tanto de fomentar e dar cobertura mediática, esqueceram-se problemas ambientais, sociais e mesmo económicos que são crónicos em Portugal. Tudo isto se pauta por dois aspectos: por um lado, a insensatez e a inconsciência dos próprios dirigentes que se preocupam mais em puxar a brasa à sua sardinha e a responder a comentários sem interesse nenhum para o bem-estar social, do que a manter aceso o debate teórico sobre os tais problemas crónicos que o nosso país enfrenta, nomeadamente desde a entrada na CEE em 1986, tais como o défice público, as elevadas taxas de juro, o fraco investimento na investigação, a má estruturação da propriedade agrícola... e, como é óbvio, os incêncios, que as fracas medidas legislativas não conseguem conter. Sempre que se traz um destes assuntos à baila, é como se se estivesse a tentar convencer o eleitorado e a ganhar pontos para as eleições seguintes. A política é um simples jogo de poder, só que em Portugal os jogadores não sabem fazer a poker-face como deve ser... o que me faz sentir, pessoalmente, que estão a gozar com a nossa inteligência mesmo à frente dos nossos narizes, e ainda assim damos-lhes os nossos votos uma e outra vez.
Mas a comunicação social não é menos responsável pelo desastre da "amnésia generalizada" no que respeita aos fogos. Parece-me que cada vez mais é adoptado um modelo noticioso pró-americano, típico de agências como a Fox News, a CNN ou mesmo a MSNBC, em que o lema é basicamente "Dividir para conquistar", baseado no sensacionalismo e no espectáculo, e principalmente numa autêntica comercialização do conteúdo jornalístico, o que, se pensarmos bem, é até certo ponto inevitável, mas que acaba por transformar todos os acontecimentos em puros actos de cena, em que o melhor actor ganha os aplausos da plateia e mais um sucesso mediático, para ser incluído no seu currículo. Neste contexto, pouco importa a quantidade de fogos que há no país. Um acontecimento só se torna notícia se os políticos falarem nele. Como nenhum fala dos fogos, simplesmente não se fala deles. Mesmo que, desde Maio, tenham havido quase 4 mil.
Nunca a frase "Tudo é política" teve um significado tão obscuro e tão irónico, como hoje.
Perplexa, pois ainda não tinha ouvido falar de incêndios ocorridos neste ano civil, ao contrário dos anos anteriores em que a comunicação social fazia questão de propagandar, num autêntico grito de pânico, o mais pequeno fogo que ateasse em terras lusas, perguntei à minha avó se tinha ouvido falar de algum fogo recente. Ela disse que não. Quando lhe mostrei o número aterrador, ela abriu muito a boca de espanto e disse: "Valha-nos Deus".
Mas eu digo: Valha-nos o Passos Coelho. Ou deveria antes dizer "Valha-nos a elite partidária portuguesa"? Ou ainda "Valha-nos a palhaçada demagógica que foi a pré-campanha desde o ano passado até às eleições"? Na febre das declarações insípidas e vazias de conteúdo, dos arruaceiros partidários, das afirmações sem nexo, das acusações e dos linchamentos públicos, que os órgãos de comunicação social gostaram tanto de fomentar e dar cobertura mediática, esqueceram-se problemas ambientais, sociais e mesmo económicos que são crónicos em Portugal. Tudo isto se pauta por dois aspectos: por um lado, a insensatez e a inconsciência dos próprios dirigentes que se preocupam mais em puxar a brasa à sua sardinha e a responder a comentários sem interesse nenhum para o bem-estar social, do que a manter aceso o debate teórico sobre os tais problemas crónicos que o nosso país enfrenta, nomeadamente desde a entrada na CEE em 1986, tais como o défice público, as elevadas taxas de juro, o fraco investimento na investigação, a má estruturação da propriedade agrícola... e, como é óbvio, os incêncios, que as fracas medidas legislativas não conseguem conter. Sempre que se traz um destes assuntos à baila, é como se se estivesse a tentar convencer o eleitorado e a ganhar pontos para as eleições seguintes. A política é um simples jogo de poder, só que em Portugal os jogadores não sabem fazer a poker-face como deve ser... o que me faz sentir, pessoalmente, que estão a gozar com a nossa inteligência mesmo à frente dos nossos narizes, e ainda assim damos-lhes os nossos votos uma e outra vez.
Mas a comunicação social não é menos responsável pelo desastre da "amnésia generalizada" no que respeita aos fogos. Parece-me que cada vez mais é adoptado um modelo noticioso pró-americano, típico de agências como a Fox News, a CNN ou mesmo a MSNBC, em que o lema é basicamente "Dividir para conquistar", baseado no sensacionalismo e no espectáculo, e principalmente numa autêntica comercialização do conteúdo jornalístico, o que, se pensarmos bem, é até certo ponto inevitável, mas que acaba por transformar todos os acontecimentos em puros actos de cena, em que o melhor actor ganha os aplausos da plateia e mais um sucesso mediático, para ser incluído no seu currículo. Neste contexto, pouco importa a quantidade de fogos que há no país. Um acontecimento só se torna notícia se os políticos falarem nele. Como nenhum fala dos fogos, simplesmente não se fala deles. Mesmo que, desde Maio, tenham havido quase 4 mil.
Nunca a frase "Tudo é política" teve um significado tão obscuro e tão irónico, como hoje.
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Anagramas
tudo Mingua. Algo
cAminha ao longo da
praia. Nada, é um passo
de Gigante zangado. És
o Adamastor do areal.
chove Lá fora...
dá Outro toque
antes que o Vento
lEve, o que resta do teu coração.
cAminha ao longo da
praia. Nada, é um passo
de Gigante zangado. És
o Adamastor do areal.
chove Lá fora...
dá Outro toque
antes que o Vento
lEve, o que resta do teu coração.
terça-feira, 10 de maio de 2011
Perguntas e Respostas.
1. Em que século estamos?
RESPOSTA: Século XXI
2. Há quantos anos, aproximadamente, foi reconhecido estatuto de igualdade à mulher pela Constituição da República Portuguesa?
RESPOSTA: Há exactamente 35 anos, em 1976, após a Revolução dos Cravos de 1974.
3. Qual o nome de uma das fundadoras da Sociologia? Começa por H...
RESPOSTA: Harriet Martineau.
4. (silêncio pensativo) (rebuscando no índice do manual de Sociologia do 12º ano este nome - não encontrado) (procurando no capítulo respeitante aos primórdios da disciplina - não encontrado) (tentanto encontrar algo no capítulo da discriminação e das desigualdades sociais - não encontrado)...
RESPOSTA: Não será porque, nos dias de hoje, as instituições sociais continuam inevitavelmente presas ao passado, temendo por alguma razão a mulher como ser emancipado e capaz? A indiferença a que esta socióloga foi votada ainda viva, no século XIX, perpetua-se nos dias de hoje, sem que ninguém lhe preste a devida honra ou reconheça o seu contributo na luta contra a escravatura americana. O facto é que não existe no meu manual escolar uma única referência a Martineau, apesar de ela ter sido uma pensadora incontornável da elite intelectual inglesa na época vitoriana, e de os poucos artigos que consegui encontrar na Internet acerca do assunto o confirmarem. No fundo, acho que os valores da igualdade de géneros ainda estão muito verdes, para uma sociedade cujas normas continuam, em grande parte, presas nos anos 60, na moral puritana e redutora da mulher a um papel passivo. Continuamos presos a uma concepção patriarcal da sociedade, mesmo que inconscientemente: as nossas instituições sociais e políticas não estão a actuar eficazmente, de forma a igualar os contributos de homens e mulheres com base na sua qualidade, não no seu género. Este problema devia ser erradicado, ou pelo menos combatido, através do sistema educativo, que tem por obrigação incluir nos currículos as obras de autoras anteriormente ignoradas. Há que fazer uma revisão geral das ciências e das áreas do conhecimento das quais as mulheres foram excluídas em tempos passados, e reconhecer igual importância a cientistas e pensadores de ambos os sexos cujo contributo foi de igual forma decisivo nas suas áreas.
Podia estender este comentário à Europa em geral, e quem sabe ao mundo. Não preciso de olhar para todos os manuais escolares de Sociologia da UE para ficar a saber que esta socióloga não aparece na maior parte deles: basta-me pesquisar o seu nome no Google, e percebo que o número reduzido de páginas disponíveis acerca do seu trabalho é sintomático da pouca importância dada ao seu contributo no campo as ciências socio-económicas. É uma pena, já que Harriet foi a primeira na sua área de estudos a dar importância às práticas sociais em contexto doméstico e religioso, bem como ao estudo das falhas na política norte-americana, que desmistificou na obra Society in America. Martineau foi uma acérrima abolicionista, posição essa que consolidou na viagem de dois anos que fez pelos EUA e que inspirou as suas obras posteriores. Ela defendia uma mudança rápida e urgente nas mentalidades e nas estruturas político-judiciais, opondo-se a vários outros defensores da abolição da escravatura que defendiam uma via mais reformista e burocrática, através de um processo mais lento e gradual.
NOTA: Este comentário foi feito após uma pesquisa acerca de Harriet Martineau, a qual admito que não foi suficientemente apurada para que possa afirmar com toda a convicção certos factos, como quando afirmo que ela foi votada a "indiferença" no seu tempo. Na verdade, a Wikipédia e outros sites que visitei relatam uma infância de certas privações e uma fase de dificuldades económicas e a nível de saúde, já em adulta. Porém, no que respeita ao sucesso das suas obras e às críticas, as referências negativas são poucas, mas as restantes também não são propriamente esclarecedoras. Este post está, portanto, sujeito a alterações e a melhorias futuras.
RESPOSTA: Século XXI
2. Há quantos anos, aproximadamente, foi reconhecido estatuto de igualdade à mulher pela Constituição da República Portuguesa?
RESPOSTA: Há exactamente 35 anos, em 1976, após a Revolução dos Cravos de 1974.
3. Qual o nome de uma das fundadoras da Sociologia? Começa por H...
RESPOSTA: Harriet Martineau.
4. (silêncio pensativo) (rebuscando no índice do manual de Sociologia do 12º ano este nome - não encontrado) (procurando no capítulo respeitante aos primórdios da disciplina - não encontrado) (tentanto encontrar algo no capítulo da discriminação e das desigualdades sociais - não encontrado)...
RESPOSTA: Não será porque, nos dias de hoje, as instituições sociais continuam inevitavelmente presas ao passado, temendo por alguma razão a mulher como ser emancipado e capaz? A indiferença a que esta socióloga foi votada ainda viva, no século XIX, perpetua-se nos dias de hoje, sem que ninguém lhe preste a devida honra ou reconheça o seu contributo na luta contra a escravatura americana. O facto é que não existe no meu manual escolar uma única referência a Martineau, apesar de ela ter sido uma pensadora incontornável da elite intelectual inglesa na época vitoriana, e de os poucos artigos que consegui encontrar na Internet acerca do assunto o confirmarem. No fundo, acho que os valores da igualdade de géneros ainda estão muito verdes, para uma sociedade cujas normas continuam, em grande parte, presas nos anos 60, na moral puritana e redutora da mulher a um papel passivo. Continuamos presos a uma concepção patriarcal da sociedade, mesmo que inconscientemente: as nossas instituições sociais e políticas não estão a actuar eficazmente, de forma a igualar os contributos de homens e mulheres com base na sua qualidade, não no seu género. Este problema devia ser erradicado, ou pelo menos combatido, através do sistema educativo, que tem por obrigação incluir nos currículos as obras de autoras anteriormente ignoradas. Há que fazer uma revisão geral das ciências e das áreas do conhecimento das quais as mulheres foram excluídas em tempos passados, e reconhecer igual importância a cientistas e pensadores de ambos os sexos cujo contributo foi de igual forma decisivo nas suas áreas.
Podia estender este comentário à Europa em geral, e quem sabe ao mundo. Não preciso de olhar para todos os manuais escolares de Sociologia da UE para ficar a saber que esta socióloga não aparece na maior parte deles: basta-me pesquisar o seu nome no Google, e percebo que o número reduzido de páginas disponíveis acerca do seu trabalho é sintomático da pouca importância dada ao seu contributo no campo as ciências socio-económicas. É uma pena, já que Harriet foi a primeira na sua área de estudos a dar importância às práticas sociais em contexto doméstico e religioso, bem como ao estudo das falhas na política norte-americana, que desmistificou na obra Society in America. Martineau foi uma acérrima abolicionista, posição essa que consolidou na viagem de dois anos que fez pelos EUA e que inspirou as suas obras posteriores. Ela defendia uma mudança rápida e urgente nas mentalidades e nas estruturas político-judiciais, opondo-se a vários outros defensores da abolição da escravatura que defendiam uma via mais reformista e burocrática, através de um processo mais lento e gradual.
NOTA: Este comentário foi feito após uma pesquisa acerca de Harriet Martineau, a qual admito que não foi suficientemente apurada para que possa afirmar com toda a convicção certos factos, como quando afirmo que ela foi votada a "indiferença" no seu tempo. Na verdade, a Wikipédia e outros sites que visitei relatam uma infância de certas privações e uma fase de dificuldades económicas e a nível de saúde, já em adulta. Porém, no que respeita ao sucesso das suas obras e às críticas, as referências negativas são poucas, mas as restantes também não são propriamente esclarecedoras. Este post está, portanto, sujeito a alterações e a melhorias futuras.
sábado, 7 de maio de 2011
sexta-feira, 1 de abril de 2011
A Parva da Geração Parva - Mais uma Parva a Aparvoar.
Ontem à noite pesquisei o nome "Isabel Stilwell" no Google. Fui parar a um artigo do Destak em que esta senhora explica, tão sabiamente, quão burros e atrasados são os jovens portugueses, que para além de pobres, coisa que Stilwell com certeza sabe o que é, são mal agradecidos. "Deixem-se de mariquices e vão mazé trabalhar, pá!", diz ela. Bem, na verdade não diz, mas bem podia dizer, que a ideia era a mesma.
Eu, sinceramente, desconheço o percurso de vida desta mulher. Nem tampouco faço a mais pequena ideia de quem ela seja. Dela só sei aquilo que li neste artigo, e isso basta-me. Basta-me saber que, para ela, os verdadeiros culpados da crise somos nós, os jovens estudantes, os jovens trabalhadores, os jovens empresários, os jovens desempregados... porque o Mundo à nossa volta é o Pai Natal, e o contexto de crise internacional e de bancarrota é completamente irrelevante para o caso. É assim. O país dá-nos tudo, e nós é que não lhe damos nada a ele. Ora essa, só é desempregado quem quer, não é Isabel?
Então e os nossos pais e avós que, aparentemente, cantaram no Ultramar? E já que se falam desses, então e os reis, rainhas e nobres portugueses, padroeiros dos Descobrimentos? Bem, segundo esta senhora, todos eles estão às voltas na tumba, por esta Geração Rasca, que não se desenrasca. Que vergonha. Que desilusão. Suponho que os jovens desempregados, desgraçados, do Crash da Bolsa de 1929 também fossem uns incompetentes. Resumindo, o grande problema que eu tenho com esta "crítica" da dona Stilwell é que mais uma vez, como sempre, para sempre, a batata quente da luta pelo desenvolvimento e recuperação económica é passada para a geração seguinte, sem que a parte que realmente criou o contexto de crise assuma qualquer responsabilidade. Isso enerva-me solenemente, e ainda mais se a pessoa em questão nem sequer se digna a apresentar soluções viáveis para o problema.
Eu, sinceramente, desconheço o percurso de vida desta mulher. Nem tampouco faço a mais pequena ideia de quem ela seja. Dela só sei aquilo que li neste artigo, e isso basta-me. Basta-me saber que, para ela, os verdadeiros culpados da crise somos nós, os jovens estudantes, os jovens trabalhadores, os jovens empresários, os jovens desempregados... porque o Mundo à nossa volta é o Pai Natal, e o contexto de crise internacional e de bancarrota é completamente irrelevante para o caso. É assim. O país dá-nos tudo, e nós é que não lhe damos nada a ele. Ora essa, só é desempregado quem quer, não é Isabel?
Então e os nossos pais e avós que, aparentemente, cantaram no Ultramar? E já que se falam desses, então e os reis, rainhas e nobres portugueses, padroeiros dos Descobrimentos? Bem, segundo esta senhora, todos eles estão às voltas na tumba, por esta Geração Rasca, que não se desenrasca. Que vergonha. Que desilusão. Suponho que os jovens desempregados, desgraçados, do Crash da Bolsa de 1929 também fossem uns incompetentes. Resumindo, o grande problema que eu tenho com esta "crítica" da dona Stilwell é que mais uma vez, como sempre, para sempre, a batata quente da luta pelo desenvolvimento e recuperação económica é passada para a geração seguinte, sem que a parte que realmente criou o contexto de crise assuma qualquer responsabilidade. Isso enerva-me solenemente, e ainda mais se a pessoa em questão nem sequer se digna a apresentar soluções viáveis para o problema.
Politiquices
Silvio Berlusconi disse, quando questionado acerca do destino dos 6200 imigrantes ilegais vindos do Norte de África, em alusão às suas festas "bunga-bunga":
- De acordo com um inquérito, quando questionadas se gostariam de ter sexo comigo, 30% responderam que sim, e as restantes 70% perguntaram "O quê? Outra vez?".
- De acordo com um inquérito, quando questionadas se gostariam de ter sexo comigo, 30% responderam que sim, e as restantes 70% perguntaram "O quê? Outra vez?".
quarta-feira, 9 de março de 2011
quinta-feira, 3 de março de 2011
sábado, 26 de fevereiro de 2011
Composição de Português - desisto.
Cheguei a um ponto em que digo, mesmo: desisto! Estou farta de tentar escrever uma porcaria de uma reflexão com limite de 200 palavras! Não dá! Eu escrevo como me apetece e me dá na gana, olha agora... Bah.
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